Quanto custa o tratamento

Como funciona a contribuição mensal, o que está incluído, o que faz o valor variar e quais são as alternativas gratuitas na rede pública de Goiás.

É a segunda pergunta de toda família — e a que mais encontra resposta enrolada por aí. Vamos explicar como o custo se forma, o que está incluído e quais são as alternativas se não couber no seu orçamento.

Como o valor é definido

O valor da contribuição mensal é informado na avaliação inicial, por telefone ou WhatsApp, junto com as condições de pagamento. Não publicamos tabela nesta página por um motivo prático: o que pesa no valor varia de caso para caso.

Entram na conta, entre outros pontos:

  • o tempo previsto de permanência, definido no plano de tratamento;
  • necessidades específicas de cuidado, como medicação de uso contínuo;
  • a situação socioeconômica da família — que é conversada, não presumida.

Chame no WhatsApp e a equipe informa o valor no mesmo atendimento. Não há custo para essa conversa.

O que está incluído na contribuição

  • Moradia: alojamento, cama, roupa de cama e banho;
  • Alimentação completa, preparada na cozinha da casa;
  • Acompanhamento da equipe multidisciplinar, com rotina estruturada;
  • Terapia individual e em grupo, ao longo de todo o acolhimento;
  • Atividades de convivência, laborterapia, esporte e espiritualidade;
  • Acompanhamento da família, com orientação e grupos de apoio;
  • Preparação para a reinserção, na etapa final do processo.

O que não está incluído

Para não haver surpresa depois:

  • medicamentos de uso contínuo prescritos por médico externo;
  • consultas, exames e procedimentos fora da comunidade;
  • itens de uso pessoal além do que consta na lista de chegada;
  • transporte para a chegada e para as visitas.

Por que é mais barato do que uma clínica

Comunidade terapêutica e clínica de reabilitação são serviços diferentes, e o preço reflete isso. A clínica opera com corpo clínico de internação, estrutura hospitalar e leitos de desintoxicação. A comunidade terapêutica trabalha em regime residencial, com a convivência entre pares como principal instrumento terapêutico — o que, para o caso adequado, entrega um resultado equivalente a um custo consideravelmente menor.

O que decide não é o preço, é a indicação. Quadro que exige desintoxicação supervisionada ou estabilização psiquiátrica precisa de estrutura de saúde, e a gente diz isso na avaliação.

Se não couber no orçamento

Diga isso à equipe com franqueza, e considere também a rede pública, que é gratuita:

  • CAPS-AD do seu município — acolhimento, avaliação e tratamento ambulatorial, sem custo;
  • CREDEQ, em Aparecida de Goiânia — referência estadual em dependência química, com vagas de internação, gratuito;
  • UBS — porta de entrada para encaminhamento na rede.

Preferimos que você chegue ao lugar certo a que fique sem tratamento nenhum.

Antes de fechar com qualquer casa

Vale para nós e para qualquer outra. Pergunte, e desconfie de quem não responde:

  • a casa tem licença sanitária em dia?
  • quem é o responsável técnico, e qual a formação dele?
  • o que exatamente está incluído no valor, e o que não está?
  • como funcionam visitas e comunicação com a família?
  • o que acontece se a família quiser interromper o tratamento?

E fuja de quem promete cura, taxa de sucesso ou prazo garantido. Dependência química é condição crônica: trata-se, acompanha-se e convive-se com a possibilidade de recaída. Quem garante resultado está vendendo, não tratando.

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